Eu não esperava ter um retorno tão bom, mas fiz pela experiência e pelo possível reconhecimento. De qualquer forma, realizei as vendas na porta de um cinema. Esse cinema é frequentado por elitistas cults e compradores em potencial, dos quais, me renderam cerca de 25 reais em 10 das poesias vendidas.
Eu fiquei lisonjeado por pessoas que pararam para me dar atenção e ler as poesias (o que eu deixava de graça, lógico). É certo que algumas pessoas não estão nem aí para literatura ou versos de paspalho qualquer, porém, me mostrei grato e prestativo da mesma maneira. Afinal, estou sendo um vendedor e tenho que fazer o trabalho direito. Meus olhos brilhavam quando alguém parava e me dava dois reais pelas poesias. Foi de fazer o coração vibrar. Mas o que me emocionou mesmo era que na última poesia que me restava.... Eu ganhei 10 reais! De um cara muito gente fina por sinal. Eu fiquei sem reação e muito agradecido. Andei pela rua sorrindo e liguei para minha irmã, peguei um chá verde no Starbucks e fui pra casa.
Meu dia realmente ficou cor de arco-íris. Estava caminhando pelas ruas do meu bairro todo bobo e feliz quando de repente avisto amigos na calçada indo para uma festa perto da lapa. Engraçado pois eu realmente estava conformado em não sair hoje e ficar em casa, mas, como eu queria fazer algo... Resolvi ir com eles.
A festa tava até tocando um som legal. Conheci gente muito bacana que eu só me lembrava de vista, mas em geral foi chata porque eu fiquei a festa quase toda sozinho. Não consigo me enturmar em boate. Mais tarde da festa meus amigos estavam indo embora e meti o pé junto. Em geral meu dia valeu muito à pena pelas vendas e agora, às 4h38 da manhã, estou escrevendo este relato. Vou dormir logo em seguida de postar. Bem, boa noite Lua. ~~
Você estava PLENO, isso chama-se plenitude da alma... Mesmo não se enturmando, mesmo achando que a festa estava "chata" você estava cheio de inspiração. Esse sentimento é delicioso e maravilhoso, deixa na gente um gostinho de quero mais... Estou orgulhosa !!! Muito sucesso prá você sempre ?
ResponderExcluirCláudia Pereira